Sobre Personal Learning Networks (PLN)

No post anterior esbocei minhas primeiras reflexões sobre o conceito de PLE. Entendo (ou melhor…as leituras apontam…) que o conceito de PLN é complementar.

Downes, no texto Learning networks in practice, ressalta que a aprendizagem em rede pode ser entendida a partir de duas perspectivas:

– “networks to support learning” ou redes de apoio a aprendizagem;

– “networks that learn” ou redes que aprendem.

Entretanto, Downes aponta que “though these may seem to be very distinct, the central thesis of  ‘learning networks’  as a theory is that these two things are one and the same“. Traduzindo…embora estas perspectivas possam parecer muito distintas, a tese central das “redes de aprendizagem” como uma teoria é que essas duas coisas são a mesma coisa.

Para o autor, as redes de aprendizagem se constituem a partir de 4 princípios: diversidade, autonomia, interatividade e openness (não achei uma ótima palavra para traduzir, mas significa algo como “aberta”):

a) diversidade: as entidades da rede devem ser diversas, pois a diversidade nos permite ter múltiplas perspectivas (ênfase nos laços fracos);

b) autonomia: cada entidade opera de forma independente das outras. Downes aponta que a autonomia é permitida/habilitada por meio do software pessoal (na web 2.0 → blog e na aprendizagem → PLE);

c) interatividade ou conectividade: o conhecimento produzido na rede deve ser um produto da interação entre os membros (e não uma agregação);

d) openness: cada entidade na rede deve ser capaz de contribuir com a rede e de e de receber da rede.

Downes sugere que estes princípios possam ser utilizados na prática como métricas para selecionar e desenvolver tecnologias de aprendizagem.

Dave Cormie, no texto  5 points about PLEs PLNs for PLENK10,  comenta sobre a diferença entre PLE e PLN, ou melhor, a diferença entre environment (ambiente) e network (rede). Ele entende que as pessoas que falam em PLN estão se concentrando nas pessoas que compõem o aprendizado que eles estão fazendo e que as pessoas que falam em PLE são mais preocupados com a tecnologia (Blogs, wikis, páginas web, fóruns, transmissões, etc …).

Assim, para Dave Cormie, “PLEs are the ecologies within PLN operate”.

Alec Couros apresenta outro conceito interessante sobre PLN no texto Developing Personal Learning Networks for Open and Social Learning. Para ele:

“A PLE can be seen as a manifestation of a learner’s informal learning processes via the Web” (p . 125).

“Definitions of PLNs, however, seem to extend this framework to more explicitly include the human connections that are mediated through the PLE. In this framework, PLEs become a subset of the substantially humanized PLN. For reference in the remainder of this section, my PLN definition is simple: personal learning networks are the sum of all social capital and connections that result in the development and facilitation of a personal learning environment” (p. 125).

Como tarefa da semana 2 do #plenk2010, esbocei um mapa conceitual sobre PLE e PLN. Também pode ser acessado em http://twitpic.com/2qnzzy.

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5 comentários em “Sobre Personal Learning Networks (PLN)

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