Personal Learning Environments: uma abordagem ou uma nova tecnologia?

O texto de Fiedler e Valjataga (Personal learning environments: concept or technology?) apresenta uma discussão sobre os diferentes conceitos de PLE.

Os autores apontam 2 linhas:

a) PLE, como uma abordagem ou um conceito (já abordado em posts anteriores);

b) PLE, como sistemas ou coleções de ferramentas.  Neste caso, parece que os PLE são entendidos como ambientes de aprendizagem individuais, não enfatizando uma abordagem de colaboração na web.

E aí os autores perguntam… esta variedade de conceitos estaria relacionada à formação profissional dos professores, ou seriam contradições fundamentais?

Os autores alegam que profissionais da Computação tendem a enfatizar ferramentas. Por outro lado, a área da educação tende a enfatizar as abordagens. Que tal?

Entretanto, o artigo destaca que a diversidade de conceitos pode ter origem em um  “conflito de interesses”. Por um lado, as instituições educacionais fizeram/estão fazendo investimentos no desenvolvimento de ambientes virtuais de aprendizagem (ou LMS), projetados especialmente para as demandas internas. Por outro lado, as pessoas estão utilizando diferentes ferramentas disponíveis na web para melhorar diversas atividades e isto inclui, também, atividades educativas.

E agora?

Penso que dá para fazer um relação com Castells (2003 – A galáxia da Internet), quando ele afirma que a Internet possibilita um novo padrão de sociabilidade: o individualismo em rede.

“O individualismo em rede é um padrão social, não um acúmulo de indivíduos isolados” (Castells, 2003, p.109).

Assim, Castells entende que os novos desenvolvimentos tecnológicos podem aumentar as possibilidades do individualismo em rede se tornar a forma dominante de sociabilidade, permitindo nosso envolvimento em “comunidades personalizadas”.

Refletindo sobre as leituras realizadas até o momento, entendo que um conceito de PLE deve enfatizar uma abordagem baseada na cooperação, a partir de uma perspectiva de “individualismo em rede”, que é possível a partir das diferentes ferramentas de interação e colaboração na web.

Preciso refletir mais sobre isso…mas entendo que é por aí…

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Personal Learning Environment ou LMS (AVA)?

O texto Web 2.0, Personal learning environments and the future of LMS, De Niall Sclater apresenta uma discussão sobre as diferenças entre os PLE e um LMS (conhecido também como AVA). O autor comenta que os sites de redes sociais, os blogs e wikis permitem criar e compartilhar conteúdos e interagir com outras pessoas. Estes “sites” permitem customização e um “senso de pertencimento”, que é impossível nos LMS.

O autor destaca que a maioria dos debates sobre as limitações dos LMS estão acontecendo na blogosfera, enquanto a discussão (estudos teóricos) está se centrando no estudo do conceito de PLE. Vários autores entendem que os PLE vão substituir os LMS. Será? Depois da experiência no Open Course PLENK talvez eu possa comentar mais sobre isto…

Sobre Personal Learning Networks (PLN)

No post anterior esbocei minhas primeiras reflexões sobre o conceito de PLE. Entendo (ou melhor…as leituras apontam…) que o conceito de PLN é complementar.

Downes, no texto Learning networks in practice, ressalta que a aprendizagem em rede pode ser entendida a partir de duas perspectivas:

– “networks to support learning” ou redes de apoio a aprendizagem;

– “networks that learn” ou redes que aprendem.

Entretanto, Downes aponta que “though these may seem to be very distinct, the central thesis of  ‘learning networks’  as a theory is that these two things are one and the same“. Traduzindo…embora estas perspectivas possam parecer muito distintas, a tese central das “redes de aprendizagem” como uma teoria é que essas duas coisas são a mesma coisa.

Para o autor, as redes de aprendizagem se constituem a partir de 4 princípios: diversidade, autonomia, interatividade e openness (não achei uma ótima palavra para traduzir, mas significa algo como “aberta”):

a) diversidade: as entidades da rede devem ser diversas, pois a diversidade nos permite ter múltiplas perspectivas (ênfase nos laços fracos);

b) autonomia: cada entidade opera de forma independente das outras. Downes aponta que a autonomia é permitida/habilitada por meio do software pessoal (na web 2.0 → blog e na aprendizagem → PLE);

c) interatividade ou conectividade: o conhecimento produzido na rede deve ser um produto da interação entre os membros (e não uma agregação);

d) openness: cada entidade na rede deve ser capaz de contribuir com a rede e de e de receber da rede.

Downes sugere que estes princípios possam ser utilizados na prática como métricas para selecionar e desenvolver tecnologias de aprendizagem.

Dave Cormie, no texto  5 points about PLEs PLNs for PLENK10,  comenta sobre a diferença entre PLE e PLN, ou melhor, a diferença entre environment (ambiente) e network (rede). Ele entende que as pessoas que falam em PLN estão se concentrando nas pessoas que compõem o aprendizado que eles estão fazendo e que as pessoas que falam em PLE são mais preocupados com a tecnologia (Blogs, wikis, páginas web, fóruns, transmissões, etc …).

Assim, para Dave Cormie, “PLEs are the ecologies within PLN operate”.

Alec Couros apresenta outro conceito interessante sobre PLN no texto Developing Personal Learning Networks for Open and Social Learning. Para ele:

“A PLE can be seen as a manifestation of a learner’s informal learning processes via the Web” (p . 125).

“Definitions of PLNs, however, seem to extend this framework to more explicitly include the human connections that are mediated through the PLE. In this framework, PLEs become a subset of the substantially humanized PLN. For reference in the remainder of this section, my PLN definition is simple: personal learning networks are the sum of all social capital and connections that result in the development and facilitation of a personal learning environment” (p. 125).

Como tarefa da semana 2 do #plenk2010, esbocei um mapa conceitual sobre PLE e PLN. Também pode ser acessado em http://twitpic.com/2qnzzy.

O que são Personal Learning Environments?

O texto de Stephen Downes, intitulado Learning networks in practice, é uma boa sugestão para começar a entender o conceito de PLE.

Conforme o autor, os LMS (learning management system – aqui mais conhecido como ambiente virtual de aprendizagem – AVA) emula/simula/reproduz a sala de aula online. Entretanto, o potencial de interação e comunicação oportunizado pela web 2.0 vem redefinindo o conceito de online learning.

Downes (p. 19) afirma que “the idea behind the personal learning environment is that the management of learning migrates from the institution to the learner” .

Assim, os estudos sobre aprendizagem online estão “passando” de LMS → para PLE (vou aprofundar isto + tarde em outro post).

Bom, o autor sustenta que o PLE e a web 2.0 apoiam-se nos mesmos valores:

– a emergência das redes sociais e comunidades (aprender em comunidades);

– a ênfase na criação e não apenas no consumo;

– a descentralização do conteúdo e do controle.

Nessa perspectiva, o PLE permite que o aluno não seja apenas um consumidor de recursos/conteúdos, mas que também seja produtor! (consumidor →  produtor). O PLE constitui um “portal para o mundo”, onde os alunos podem explorar e criar, de acordp com seus interesses e direções, interagindo com seu amigos e em diferentes comunidades.

Importante destacar que PLE não é uma aplicação de software, mas uma “mistura” de diferentes aplicações e serviços.

Em http://edtechpost.wikispaces.com/PLE+Diagrams estão compilados diferentes diagramas sobre PLE. Vale a pena dar uma espiada!

Outro texto interessante sobre o assunto é Developing Personal Learning Networks for Open and Social Learning, de Alec Couros.  Para Couros, PLE  “are the tools, artefacts, processes, and physical connections that allow learners to control and manage their learning (p. 125)”.

Dessa forma, o PLE pode ser entendido como a manifestação do processo de aprendizagem informal do aluno na Web.

Mas a discussão não termina por aí…tem outra denominação que “anda junto” com PLE…PLN (personal learning networks). Isso fica para o próximo post…mas quem quiser adiantar…a dica é acessar o blog de um dos facilitadores do open course: http://davecormier.com/edblog/2010/09/12/5-points-about-ples-plns-for-plenk10/

Meu primeiro open course: Personal Learning Environments (PLE), Networks and Knowledge

Estou participando de um open course chamado Personal Learning Environments, Networks and Knowledge, promovido por meio de parceria entre National Research Council of Canada (Institute for Information Technology, Learning and collaborative Technologies Group, PLE Project), The Technology Enhanced Knowledge Research Institute at Athabasca University and the University of Prince Edward Island.

Os facilitadores são: George Siemens, TEKRI, Stephen Downes, NRC, Dave Cormier, UPEI, Rita Kop, NRC.

Bom, o curso acontece ao longo de 10 semanas e envolve mais de 1000 participantes! Uma grande experiência de educação online no “formato” MOOC (massive open online course). 

Interessante ver este mapa de participantes elaborado no GoogleMaps! http://bit.ly/cEGk8M

O curso envolve a discussão sobre PLE (personal learning environmentes) e PLN (personal lerarning networks). Fomos desafiados a criar nosso PLE e constituir nossa PLE, compartilhando a experiência por meio de diferentes ferramentas online.

Bom, uma das tarefas é compartilhar a experiência e as (muitas) leituras por meio de postagens no blog.  Então…estou começando!   😉